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Formulário do Programa de Bolsas de Estudo Indígenas

Informações necessárias para se candidatar ao Programa de Bolsas de Estudo

Informações sobre os candidatos

  • Primeiro nome
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  • País de residência
  • Nacionalidade (pode ser mais de uma):
  • A qual grupo indígena você pertence?
  • Gênero (Feminino/Macho/ Prefiro não dizer)
  • Ano de Nascimento (YYYY)

Informações sobre a aplicação

Oportunidade a que você se candidata (selecione apenas uma):

  1. Jovens Praticantes Indígenas
  2. Liderança Indígena e Trabalho em Rede:
  3. Capacidade Indígena:
  4. Bolsa de Desenvolvimento de Negócios

Data em que você está disponível para começar :

Avalie seu nível nos idiomas abaixo (Nativo/Fluente/Bom/Iniciante/Nenhum)

  • Inglês
  • Espanhol
  • Francês
  • Português

Submeter arquivo(s) de apresentação e motivação :

Apresentar 2 cartas de referência por organizações de Povos Indígenas:

Como você ouviu falar desta bolsa?

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Bolsa de Desenvolvimento de Negócios

Para esta primeira rodada do Fundo Ancestral Sementes, serão recebidas propostas de jovens empreendedores Indígenas

Para esta primeira rodada do Fundo Ancestral Sementes, serão recebidas propostas de jovens empreendedores Indígenas de quatro regiões diferentes do mundo: África, Ásia, América do Sul e Mesoamérica que participaram anteriormente de programas ou projetos implementados pela USAID implementando parceiros no país a partir dos quais estão se candidatando. Estas informações devem ser passíveis de verificação. Este sub-programa tem dois componentes: 

1. Habilidades e conhecimentos empresariais Indígenas

Com o objetivo de fortalecer os jovens empresários Indígenas e a capacidade de gestão empresarial tradicional dos jovens Indígenas para promover e consolidar suas iniciativas e gerar um maior impacto em suas comunidades. Este fortalecimento será realizado através de um programa de treinamento para o empreendedorismo e a gestão de negócios. 

2. Aceleração do investimento Indígena 

Dirigido a empresários e empresas Indígenas, que contribuirão para seu autodesenvolvimento a longo prazo e auto-suficiência Indígena através de pequenos fundos de sementes. Cada um dos empresários selecionados receberá US$ 3.000, que deverão ser executados dentro de 6 meses após receberem o apoio, de acordo com seu plano de negócios Indígena. 

Jovens empresários Indígenas entre 18 e 30 anos de idade poderão se candidatar a este programa. Os empresários Indígenas interessados em se candidatar devem estar trabalhando dentro dos seguintes setores econômicos: 

  • Silvicultura e serviços ecossistêmicos 
  • Agrícola, agroflorestal ou pecuário 
  • Setor industrial, que pode incluir tecidos, artesanato, produtos agrícolas processados, entre outros produtos similares. 
  • Setor de serviços, que pode incluir turismo sustentável, serviços financeiros, saúde, entre outras atividades similares. 
  • Tecnologia, educação e comunicação. 
  • Economia cultural ou laranja. 

Os jovens empresários Indígenas podem fazer parte de um ou mais setores econômicos. Recomenda-se abordar vários tópicos transversais, como os mencionados na última seção. Cada um dos empresários selecionados será verificado com o operador da USAID em cujo programa ou projeto eles já participaram anteriormente. 

O formato para apresentar sua proposta deve incluir os seguintes itens: 

As propostas podem ser apresentadas em diferentes formatos (vídeo, documento pdf, apresentação de slides, entre outros) 

INFORMAÇÕES GERAIS:  
Título do empreendimento, país/província/comunidade de implementação, setor econômico e tópicos transversais aos quais se aplica. Incluindo uma carta de uma organização de Povos Indígenas apoiando a iniciativa. 

O QUE? 
Descrever o empreendedorismo e seu impacto na comunidade. Favor incluir o número de possíveis famílias a serem beneficiadas com a proposta. 

QUEM? 
Descreva a organização interna do empreendimento, ano de criação, informações de contato, ativos. Os proponentes devem identificar suas necessidades de desenvolvimento organizacional e outras necessidades técnicas para fortalecer seu empreendedorismo. 

POR QUÊ? 
Explique por que este empreendedorismo deve ser selecionado. Mencione o resultado esperado. 

COMO & QUANDO? 
Explique como o investimento em aceleração será utilizado e como contribuirá para o autodesenvolvimento Indígena e a autoconfiança Indígena. Explique quando será executado, incluindo um orçamento e um cronograma de execução. 

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A Fundação Indígena FSC promove soluções Indígenas na COP 27

Nós fortalecemos alianças com e para os Povos Indígenas para enfrentar e mitigar a crise global climática.

portait indigenous woman of the world - COP27

Sharm, El Sheik, Egypt. A Fundação Indígena FSC (FSC-IF) participou na 27ª edição da Conferência das Partes (COP 27), que aconteceu do dia 6 ao dia 18 de novembro.

Baseado na importância dos Povos Indígenas, dos seus territórios e do seu conhecimento tradicional e práticas para a conservação de florestas, biodiversidade e recursos, a Fundação Indígena FSC promoveu eventos buscando o reconhecimento de Povos Indígenas como agentes de mudança e atores principais em relação a soluções globais para a crise climática. 

A Fundação Indígena FSC também encorajou a colaboração entre vários setores, buscando parcerias e conectando diferentes partes interessadas para identificar e promover soluções Indígenas para desafios globais.

Adicionalmente, nós trabalhamos para empoderar uma nova geração de líderes Indígenas que irão estimular as ações climáticas Indígenas para combater os desafios da mudança climática e determinar um caminho diferente para o futuro do planeta.

Da proposta para a ação direta

A continuação, um resumo dos principais eventos da agenda.

Evento Paralelo: De um Compromisso de 1.7 bilhões à Ação: Uma Agenda Africana Indígena para a Implementação de Soluções Climáticas Lideradas por Indígenas e Financiamento Indígena

portait participants of side event Side Event: From 1.7 Billion Commitment To Action: An African Indigenous Agenda for the Implementation of Indigenous-Led Climate Solutions and Indigenous Financing - COP27

A Fundação Indígena FSC junto e os seus aliados na África, o Comitê de Coordenação dos Povos Indígenas da África (IPACC) e a Rede de Povos Indígenas e Populações Locais para a Gestão Sustentável dos Ecossistemas Florestais na África Central (REPALEAC), co-organizaram um evento paralelo no dia 8 de Novembro no Pavilhão Indígena na COP27 para discutir o Plano de Financiamento Indígena proposto pelo Grupo de Financiadores de Propriedades de Terra (FTFG) para ser implementado na África como parte do compromisso de 1.7 bilhões de dólares para os Povos Indígenas, o que foi anunciado na COP 26.

Esse plano constituirá como um plano piloto que irá determinar a implementação desse mecanismo em uma escala global.

Qualquer solução para a crise climática precisa incluir os Povos Indígenas como parceiros ativos. Nós estamos aqui para buscar soluções e trabalhar em conjunto.”
Francisco Souza, Diretor Executivo da Fundação Indígena FSC

Evento Paralelo: Construindo um Mecanismo Setorial Juntamente com os Povos Indígenas para a Implementação do Compromisso Florestal de 1.7 Bilhões de dólares para a Conservação Florestal

participants of side event Building a Multisectoral Mechanism together with Indigenous Peoples towards the Implementation of the 1.7 Billion Pledge for Forest Conservation - COP27

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Fundação Indígena FSC co-organizaram esse evento paralelo, realizado no dia 16 de novembro no Centro dos Estados Unidos (US Center) para discutir como a mudança climática impacta desproporcionalmente os Povos Indígenas e identificar maneiras de integrar e colaborar com eles para alcançar metas em comum para avançar com a implementação do compromisso florestal. 

Os Painelistas concluíram que para que as finanças climáticas alcancem aos Povos Indígenas e comunidades locais diretamente, será necessário desenvolver e concordar com mecanismos eficientes e transparentes, não  determinado apenas por doadores e parceiros mas em consultas próximas com  Povos Indígenas e comunidades locais.

Não tem ninguém nos contando sobre os impactos climáticas, nós estamos experienciando-o diretamente. É melhor focar nossa energia em como podemos resolvê-los e trazer de volta esperança para casa”.
Hindou Oumarou Ibrahim, AFPAT e membro do Conselho da FSC-IF

Evento Paralelo: Mulheres Indígenas Liderando a Agenda da Mudança Climática a partir dos seus Conhecimentos Ancestrais e Práticas Tradicionais

participants of side event Indigenous Women Leading the Climate Change Agenda from their Ancestral Knowledge and Traditional Practices - COP27

No dia 11 de Novembro na Zona Verde da COP 27, mulheres Indígenas da África, Mesoamérica, e América do Sul apresentaram exemplos locais de porque as mulheres Indígenas são atores chave liderando agendas de mudança climática, com os seus conhecimentos ancestrais e práticas tradicionais. Esse evento foi organizado pela  Fundação Indígena FSC (FSC-IF), the A Coordenação de Mulheres Líderes Territoriais da Aliança Mesoamericana de Povos e Bosques  (AMPB), A Aliança Global de Comunidades Territoriais (GATC), e TINTA.

Mulheres Indígenas, jovens, e meninas têm sido desproporcionalmente impactadas pela mudança climática, mesmo que elas usem, administrem e conservem territórios comunitários que consistem em mais de 50% da terra do mundo.

O conhecimento tradicional da mulher Indígena é parte da solução.”
Fany Kulru de OPIAC

Evento Centro de Desenvolvimento de Capacidades: Integrando Povos Indígenas no Processo das NDC’s Através do Desenvolvimento de Capacidades

participants of side event Integrating Indigenous Peoples into the NDC Process through Capacity Development - COP27

Realizado no dia 16 de novembro no Centro de Desenvolvimento de Capacidades na COP27, esse evento propiciou a oportunidade para debater as estratégias chaves para promover o desenvolvimento de capacidade dos Povos Indígenas e comunidades para promover sua participação e contribuição em iniciativas e projetos apontando às metas das Contribuições Determinadas Nacionalmente (NDC’s)

Pra este evento, a Fundação Indígena FSC, a A Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas (AMPB), a Associação para Pesquisa e Desenvolvimento Integral (AIDER) e a Ecosphere+, reuniram um grupo de especialistas para destacar casos na Costa Rica e no Peru onde comunidades Indígenas estão participando efetivamente no mercado de carbono, e discutindo estratégias chaves para desenvolver capacidades para os Povos Indígenas e comunidades. 


A FSC-IF busca exaltar as contribuições dos Povos Indígenas em relação à proteção da Mãe Terra, como meio de reconhecê-los como provedores de soluções inclusivas, holísticas e culturais focadas na diversidade das mudanças globais.

Mecanismos deveriam ser participativos e socializados com os Povos Indígenas e líderes. É importante ter informações antes de tomar decisões que envolvem o nosso território e recursos.”
Berlin Diques, Organização Regional AIDESEP Ucayali (ORAU)

A Fundação Indígena constrói alianças com e para os Povos Indígenas ao redor do mundo

Soluções para a mudança climática requerem colaboração de diferentes setores, especialmente Povos Indígenas, que têm sido provedores de soluções da natureza por milhares de anos.

Por essa razão, a Fundação Indígena FSC está engajando-se com diferentes setores para identificar e promover soluções Indígenas para desafios globais. Na COP 27, nós assinamos o Memorandum de Entendimento com a Rede de Povos Indígenas e Populações Locais para a Gestão Sustentável dos Ecossistemas Florestais na África Central (REPALEAC), o Comitê de Coordenação dos Povos Indígenas a África, o Programa do Povo Ogiek de Desenvolvimento e Saúde em Harmonia, para avançar em soluções lideradas por Indígenas, direitos dos Povos Indígenas, e auto-desenvolvimento Indígena.

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Os Direitos da Natureza e dos Povos Indígenas: Desafios para o Desenvolvimento Sustentável

A Fundação Indígena FSC participou do “Primeiro Congresso Regional Florestal e de Paisagens Sustentáveis” com o objetivo de construir uma agenda multi-setorial conjunta para combater a crise climática através da gestão sustentável dos bosques e da biodiversidade desde a visão e as necessidades dos Povos Indígenas e das comunidades locais.

Cidade do Panamá, Panamá. Do dia 06 ao dia 08 de abril aconteceu o “Primeiro Congresso Regional Florestal y de Paisagens Sustentáveis” na cidade do Panamá. O evento formou parte de uma estratégia regional para construir uma agenda multi-setorial conjunta para lutar contra a mudança climática, promover a gestão sustentável dos bosques e da biodiversidade, fomentar as soluções inovadoras para conservar a natureza e gerar benefícios para as comunidades indígenas e locais.

Esta iniciativa foi liderada pela Aliança Mesoamericana de Povos e Bosques (AMPB), o Sistema de Integração Centroamericano (SICA), a Comissão Centroamericana de Ambiente e Desenvolvimento (CCAD), e pelo Ministério do Ambiente do Panamá.

O evento contou com o apoio técnico e financeiro da Fundação Indígena FSC (FSC-IF), da  Aliança Global de Povos Indígenas pelos Direitos e pelo Desenvolvimento (IPARD), e outras organizações e agências de cooperação, tais como Rights and Resources Initiative (RRI), Clima, Climate and Land Use Alliance (CLUA), la Fundación Ford, Forest and Farm Facility (FFF), Forest Trends, la Fundación Prisma y Rainforest Foundation US.

Este espaço de diálogo, reflexão e co-criação permitiu determinar os desafios e oportunidades da Mesoamérica com o objetivo de somar esforços para a construção de uma linha de ação que inclua a visão dos Povos Indígenas e das comunidades locais como eixo central das estratégias de conservação dos bosques e biodiversidade, para que os países da região consigam alcançar as metas e compromissos adquiridos nos acordos internacionais. 

O evento contou com vários painéis que permitiram conhecer a realidade mesoamericana, assim como diversas propostas e experiências exitosas.  Este panorama permitiu aprofundar a discussão em torno da importância da participação dos Povos Indígenas e comunidades locais na gestão e conservação dos bosques, da biodiversidade e dos recursos.

  • Primeiro Congresso Regional Florestal e de Paisagens Sustentáveis

    Durante a abertura do evento participaram Levi Sucre, Coordenador da Aliança Mesoamericana de Povos e Bosques (AMPB), Sara Omi, Presidente da Coordenadora de Mulheres Líderes Territoriais de Mesomérica e Victor Francisco Cadavid, Diretor Nacional Florestal do Ministério do Ambiente do Panamá; que reafirmaram a importância do espaço e destacaram o papel dos Povos Indígenas e das Comunidades Locais.

    “Desde os Povos Indígenas e comunidades locais temos muito que contribuir e contribuímos desde ser guardiões dos bosques. Contribuímos no conhecimento de como interagimos e vivemos nos bosques” disse Levi Sucre, coordenador da AMPB

    Por sua parte Sara Omi Sara, afirmou: “As mulheres estamos preocupadas e trabalhamos por vários desafios como a segurança alimentar, o resgate de conhecimentos tradicionais e a transmissão desse conhecimento”. 

    Por outra parte, Francisco Souza, Diretor da Fundação Indígena FSC, destacou a relação dos Povos Indígenas com a natureza e a importância da sua inclusão na implementação de políticas e leis nacionais.

    Neste sentido, Francisco Souza afirmou: “A importância desta discussão sobre os direitos da Mãe natureza é um ponto de partida importante também para pensar os direitos dos Povos Indígenas”.

    Mauricio Mireles, Oficial de Políticas para os Povos Indígenas e Inclusão Social da FAO para a América Latina e o Caribe, abriu a discussão com uma palestra introdutória na qual destacou a contribuição e os desafios das comunidades Indígenas e florestais na proteção dos bosques de Mesoamérica. Na sua exposição enfatizou: “Se entendemos que no conhecimento ancestral há uma eficácia, entendemos porque os povos originários são os principais defensores. Se não apoiamos a proteção que fazem os povos, não podemos esperar que a conservação continue”.

    No primeiro painel se focou em abordar a consulta da política pública para a conservação dos bosques, o desenvolvimento econômico e a adaptação e mitigação da mudança climática. Neste espaço foram expostas as experiências exitosas de algumas organizações da região, a continuação, os detalhes da discussão.

    Marcedonio Cortave, Diretor Executivo da Asociación de Comunidades Forestales de Petén (ACOFOP) destacou as contribuições que realizam as comunidades florestais de Petén na conservação da Reserva da Biosfera Maya, enfatizando na governança comunitária como base da gestão sustentável dos bosques. Durante a sua intervenção, Cortave sustentou: “São as comunidades as que têm mantido os bosques. Por quê? Porque são seus meios de vida. Não podem ser protegidos sem a contribuição dos que habitam essas áreas”. 

    Sagladummad Anibal Sánchez, representante do Congreso General Guna, expôs as conquistas e os desafios do Plano Integral dos Povos Indígenas do Panamá, reafirmando a importância da vinculação dos conhecimentos tradicionais dos Povos Indígenas em diferentes âmbitos, como estratégia para gerar modelos de desenvolvimento sustentáveis que incluam as necessidades e prioridades das comunidades, neste sentido enfatizou: “Há que preservar e divulgar o conhecimento Indígena através da educação, em temáticas de saúde, educação bilingue intercultural e gestão florestal”.

    Por sua parte, Amalia Hernández, Presidente da Federación de Productores Agroforestales de Honduras (FEPROAH), ressaltou a importância de gerar alianças estratégicas para promover a atividade florestal comunitária no seu país, marcando a necessidade de escutar as propostas provenientes das comunidades que se encontram na primeira linha de defesa e ação pela proteção dos bosques. “As comunidades de base somos e sempre temos sido as protetoras dos bosques. Por tanto, seguimos pleiteando para que nos vejam” assinalou.

    O segundo painel do Congresso centralizou-se nos desafios que representam a construção de um mercado florestal justo e o respeito aos direitos das comunidades Indígenas locais. Este espaço contou com a exposição das experiências de organizações do México e de Honduras e do FSC.

    Gustavo Sánchez Valle, Presidente da Red Mexicana de Organizaciones Campesinas Forestales (Red MOCAF), expôs a experiência de governança florestal comunitária no México e sua relação com a madeira legal. Nesse sentido destacou a importância de entablar espaços de diálogo nacionais e internacionais que permitam criar as condições necessárias para legalizar o comércio de madeira legal. “A legalidade da madeira é um tema complexo no qual devem participar diferentes ministérios de um país e deve haver cooperação entre países, pelo que é importante que seja discutido nestes espaços” disse Sánchez Valle.

    Durante a sua exposição, Donaldo Allen, representante da Unidad de la Moskitia (MASTA), destacou a importância da governança florestal comunitária em Honduras assim com a inclusão dos conhecimentos tradicionais em todos os processo, a respeito apontou o seguinte: “No marco do respeito devemos nos enquadrar em uma via dupla: Como organizamos e coordenamos o conhecimento tradicional com o conhecimento acadêmico sem que haja imposição”.

    Este painel contou com a participação de Zandra Martínez, presidente da Junta Diretiva do FSC, que realizou uma contribuição importante como comentarista do painel. Durante a sua intervenção enfatizou que as experiências apresentadas denotam que existem grandes oportunidades para a região. Da mesma forma destacou que o FSC é uma ferramenta de mercado disponível para os Povos Indígenas que tem demonstrado sua efetividade em comunidades da Guatemala e do México.

     

  • A Fundação Indígena FSC e o Programa IPARD como facilitadores na co-criação de soluções inovadoras a longo prazo

    Como parte do trabalho que realiza a Fundação Indígena FSC e o Programa IPARD, para que os Povos Indígenas de todo o mundo possam gerir seus territórios e gerar seus próprios modelos de desenvolvimento se organizou o evento denominado “Os Direitos da Natureza e dos Povos Indígenas: Desafios para o Desenvolvimento Sustentável” no marco do “Primeiro Congresso Regional Florestal e de Paisagens Sustentáveis.”

    “O núcleo e a visão da estratégia para a IPARD é promover a cooperação e a colaboração entre os diferentes setores para apoiar da melhor maneira possível e, de fato, criar ou co-criar soluções a longo prazo junto com e para os Povos Indígenas de todo o mundo”. Francisco Souza, Diretor da Fundação Indígena FSC.

    Conheça mais sobre a IPARD

    O painel que se realizou na quinta-feira 7 de abril aprofundou a discussão sobre os desafios e oportunidades que enfrenta o Panamá para a aplicação da recém aprovada Lei 287 que busca proteger e promover os direitos da natureza. Neste evento se destacou este acontecimento como um primeiro passo para a implementação de normativas e ações necessárias para a conservação que contemplem a visão e as necessidades dos Povos Indígenas e comunidades locais.

    Juan Diego Vásquez, Deputado da Assembléia Nacional do Panamá, quem redatou a proposta da Lei 287, apontou que um dos sucessos dessa lei foi “Incluir algumas normas e convenções específicas para os Povos Indígenas que têm se dedicado desde muitos séculos atrás à proteção e conservação do meio ambiente”. 

    Do mesmo modo, outros especialistas convidados pela Fundação buscaram destacar o valioso papel dos Povos Indígenas e das comunidades locais para que esta inovadora Lei, aprovada pelo Governo do Panamá no passado mês de fevereiro, transforme a realidade do país e se converta no início de uma grande estratégia que aponte a promover o desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

    Nas palavras de Victor Cadavid, Diretor Nacional Florestal do Ministério do Ambiente do Panamá, “uma normativa como essa no nosso país é fundamental para apoiar o desenvolvimento socioeconômico em direção ao futuro, poder ter direitos sobre a natureza indicará uma proteção, um resguardo maior que deve nascer definitivamente de uma participação direta das comunidades Indígenas”. 

    Segundo Diwgdi Valiente, Chefe de Sustentabilidade de Turismo do Panamá, é necessário abrir um espaço para conversar, gerir perguntas e gerar respostas que permitam: “construir um guia que identifique boas práticas e as principais problemática” com a finalidade de criar propostas de desenvolvimento econômico para os Povos e Comunidades Indígenas do país.

    Do mesmo modo, Valeria Torres Larranaga, Oficial de Assuntos de Governança (ILPES) / CEPAL, trouxe uma perspectiva sobre a problemáticas, as propostas e perspectivas futuras em relação a esta temática de relevância local, regional e global. Durante a sua intervenção afirmou: “Os Povos Indígenas que têm uma relação estreita com a natureza, têm uma cosmovisão que é essencial para estabelecer medidas de mitigação e adaptação à mudança climática e para atender a realidade da crise climática que enfrentamos na atualidade”. 

    Da mesma forma, Constanza Prieto Figelist, Latin American Legal Lead da Earth Law Center, apontou que o reconhecimento dos direitos da natureza em vários países da região cria vínculos que permitem conectar os direitos humanos com os direitos da natureza. Respeito ao caso específico do Panamá afirma que: “Esta lei estabelece uma ponte entre os direitos humanos e o reconhecimento dos direitos da natureza, pois na América Latina, as constituições normalmente só reconhecem o direito a um ambiente saudável, e abre a porta para o reconhecimento ecológico, ao reconhecimento do valor intrínseco da natureza”.

    Para ter mais informações, te convidamos a assistir o evento completo.

  • Contexto dos Povos Indígenas e os desafios da agenda regional Mesoamericana

    As comunidades Indígenas e locais da Mesoamérica incidem em aproximadamente 50 milhões de hectares de bosques que albergam 8% da biodiversidade do mundo e armazenam 47% das reservas de carbono florestal da região.

    Nesta região existem ao redor de 5 milhões de pessoas que dependem dos bosques.

    Os Povos Indigenas e comunidades locais da Mesoamérica enfrentam diversas pressões e ameaças que colocam em risco suas vidas, e a permanência de bosques vitais para enfrentar a crise climática.

    Uma das principais ameaças é o narcodesmatamento que persegue a Guatemala, Honduras e a Nicarágua. De acordo com vários estudos, este fenômeno gera uma perda de uma média de 15% a 30% da perda de bosques nesses três países. Adicionalmente, nos mesmos países os líderes de comunidades Indígenas e locais são perseguidos, criminalizados e assassinados por defender a Terra desta e de outras ameaças. Segundo o último informe apresentado pela Global Witness, em 2020 foram registrados 42 assassinatos a defensores da natureza e a maior parte deles foram líderes Indígenas e comunitários.

    O mesmo informe afirma que no México, foram documentados 30 ataques letais contra pessoas defensoras da terra e do meio ambiente em 220, registrando um aumento de 67% em relação a 2019. A exploração florestal esteve vinculada a quase um terço destes ataques, e a metade de todos os ataques no país foram dirigidos contra comunidades Indígenas.

    Esta crua realidade aliada à desigualdade estrutural, os efeitos da mudança climática e aos efeitos da crise sanitária colocaram as comunidades Indígenas e locais em um cenário de múltiplas e extremas vulnerabilidades.

    Produto disso, a agenda regional multisetorial apoiada e respaldada pela Fundação Indígena do FSC, o Programa IPARD e outros aliados estratégicos enfrenta desafios que abarcam questões de várias indoles, mas que também apresentam a oportunidade de construir uma linha de ação efetiva que permita co-criar soluções inovadoras desde a visão das comunidades que estão na linha de frente e que ao mesmo tempo gerem benefícios em termos econômicos, ambientais, sociais e culturais para os países, os Povos Indígenas, as comunidades locais e atores do setor privado comprometidos com o desenvolvimento sustentável.

Primeiro Congresso Regional Florestal e de Paisagens Sustentáveis

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